Bolsonaro volta a usar dados falsos para insinuar supernotificação de mortes e dá parabéns ao TCU

Novamente, Jair Bolsonaro utilizou dados falsificados de um assessor do TCU. A Corte, no entanto, negou oficialmente os números incluídos em seu sistema e afastou o auditor responsável por tentar inseri-los

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247 – Jair Bolsonaro, em discurso no Palácio do Planalto nesta quinta-feira, 10, voltou a usar dados falsos para insinuar que existe supernotificação dos dados oficiais da Covid-19 no Brasil, cujas principais suspeitas é que sejam subnotificados uma vez que o país é um dos que menos realiza testes no mundo.

Novamente, Bolsonaro utilizou dados falsificados de um assessor do Tribunal de Contas da União (TCU). A Corte, no entanto, negou oficialmente os números incluídos em seu sistema e afastou o auditor responsável por tentar inseri-los. Os dados falsos apontam que, em torno de 50% dos óbitos pela doença no ano passado, não foram por Covid-19.

Bolsonaro voltou a mentir muito. Não quer contar mortes pelas quais é responsável. Assim número cai mesmo. De novo, mentiu sobre TCU. E quer decisão sob medida: Queiroga desobrigar uso da máscara para quem teve covid ou tá vacinado. É criminoso agir assim com quase 500 mil mortes

— Kennedy Alencar (@KennedyAlencar) June 10, 2021

No mesmo discurso, Bolsonaro afirmou ter ordenado ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que edite um parecer que desobrigue o uso de máscara de proteção contra o coronavírus por brasileiros já vacinados.

A portaria, segundo Bolsonaro, se estenderá àqueles que já tenham sido contaminados pelo coronavírus, mesmo com a possibilidade de reinfecção.

A medida contraria as recomendações de autoridades sanitárias, que pedem a manutenção das práticas de prevenção à Covid-19 mesmo após a vacinação. Isto porque mesmo os imunizados não têm proteção 100% garantida contra a doença e ainda sim podem transmitir o vírus a outras pessoas que por ventura não tenham sido vacinadas.

Bolsonaro acabou de dizer que o ministro da saúde assinou uma portaria que retira a obrigatoriedade da máscara para pessoas vacinadas ou que “já foram contaminadas”. A pena do Brasil por manter um genocida no poder será pandemia perpétua!

— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) June 10, 2021

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