A Copa do genocídio

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A CBF está assumindo uma de suas funções quando se vê refém da política, agora de maneira física e direta, como instrumento de movimentos reacionários, ultraconservadores e fascistas, ao atirar uma corda para tentar salvar Bolsonaro da desmoralização, caso os jogadores que atuam no exterior se recusem a disputar a Copa América.

Os dirigentes da Conmebol, organizadora da Copa, se reuniram através de videoconferência com o presidente brasileiro. Os dez capitães das seleções que participarão do torneio foram convidados, mas nenhum aceitou participar.

Casemiro, capitão da seleção brasileira, após o jogo contra o Equador, na sexta-feira, pela eliminatória para a copa de 2022, disse que o grupo se posicionará na próxima terça, quando a seleção fará outa partida pela eliminatória.

Existe um movimento de boicote à Copa América por parte dos jogadores das outras seleções.  Como o Brasil aceitou sediar a competição, é estrategicamente necessário que o primeiro pronunciamento contrário à sua realização parta dos jogadores brasileiros.

Uma alternativa para que a Copa seja realizada, é a convocação de um técnico tampão e de jogadores que joguem no país. Para isso, todas as outras seleções teriam que fazer o mesmo para garantirem os 4 Mi dólares destinados a cada confederação.

Nos bastidores, Bolsonaro tenta convencer o presidente da CBF, Rogério Caboclo, a demitir o técnico Tite e, em seu lugar, convocar alguém que seja próximo e o apoie. Renato Gaúcho é o mais cotado.

Não seria a primeira vez que um presidente populista interferiria diretamente na seleção. Em 1970 o presidente ditador, Emílio Garrastazu Médici, demitiu por questões políticas, o técnico da seleção, João Saldanha, que foi substituído por Zagallo, simpático ao regime. Médici, em sua sanha populista sem limites , exigiu a convocação do jogador Dario, do Atlético Mineiro.

A Copa América pode ser disputada sob os escombros de uma pandemia e suas novas cepas, o escândalo de uma denúncia de assédio contra o presidente da CBF, a submissão e falta de respeito com a população, de técnico e jogadores que aceitarem entrar em campo, e o desespero de um presidente da república derretendo nas pesquisas e com seus dias cada vez mais contados pela CPI do genocídio.

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